sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Divulgação do e-livro no Entretextos
domingo, 4 de março de 2012
... Das loucuras: um poema de Mirze
em loucuras, dizeres e saberes.
Se não há profeta que diga a hora
que vem galopante como agora;
Para mim que nada sei ainda
de fechar abertas feridas,
e rever as fechadas chagas,
que a vida em minha pele tatuou.
Vivo. E por insistir em viver
morro sempre em cada amanhecer.
Retirado do blog da Mirze: Meu lampejo
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
UM POEMA DE OMAR KHAYYAM
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Poesia Pura de Mário Quintana
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
A flor e a empregada de Dade Amorim

Minha patroa insiste
: da flor a água se muda todo dia.
O dia todo ela fala
(sua voz me cansa o ouvido)
a flor não muda e repete
que mude a água da flor
esquecida em sua jarra.
A flor tem que ter sua muda
toda semana
(ela nem ouve
as coisas que eu resmungo).
Se a flor da jarra não muda
a flor perde todo viço
eu sempre aviso
(prefiro o lado da flor
que ao menos sofre calada)
– e a flor cada vez mais triste.
Ela diz que é minha a culpa
ainda que eu mude a água
e ela se esqueça da flor.
A flor já não resiste
e morre
cabisbaixa.
Dia desses não aguento
me livro de flor e jarra
e procuro uma patroa
que entenda tanto de flores
quanto eu.
Do blog: Inscrições
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Mário de Sá-Carneiro: o poema FIM
domingo, 19 de setembro de 2010
Elegia: um poema de Geir Campos

quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Marianne Moore: Poesia
terça-feira, 7 de setembro de 2010
O pequeno vagabundo: um poema de William Blake
Oh mãe querida, mãe querida, a Igreja é friaMas doce e quente e boa é a Cervejaria;
Onde há bom trato ao certo sei dizer esperto,
E esse trato no Céu jamais irá dar certo.
Mas se dessem cerveja a nós lá na Igreja,
E uma doce fogueira, às almas benfazejas,
Cantar e orar se iria quanto é longo o dia
E da Igreja ninguém jamais se afastaria.
O Padre então rezar, beber, cantar pudera,
Quais pássaros seríamos na primavera;
E teria a Ilusão, na Igreja em prontidão,
Prole mais forte, sem jejum e sem bastão.
E, como um pai radiante ao ver os filhos seus
Contentes e felizes tal como Ele, Deus,
Concedendo quartel ao Diabo, ou ao tonel,
Dar-lhe-ia um beijo, e mais bebida, e mais burel.
tradução: Paulo Vizioli
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Monstros: um poema de Dámaso Alonso

quando me levanto:
Oh Deus,
Não me atormente mais.
Diga-me o que significam
estes espantos que me rodeiam.
Cercado estou de monstros
que mudamente me perguntam
igual, igual a mim quando os interrogo.
Talvez a você perguntem,
o mesmo que eu quando em vão perturbo
o silêncio da sua imperturbável noite
com minha desgarrada interrogação.
Sob a penumbra das estrelas
sob a terrível obscuridade da luz solar,
espreitam-me olhos inimigos,
formas grotescas me vigiam
cores hostis me estendem os laços:
são monstros,
estou cercado de monstros!
Não me devorem.
Devorem meu repouso ofegante
me façam ser uma angústia que se desenrola a si mesma
me façam homem,
monstro entre monstros.
Não, ninguém tão horrível
como este Dámaso frenético
como esta centopeia amarela que o clama com todos os [tentáculos enlouquecidos,
como esta besta imediata
difundida em angústia fluente;
não, ninguém tão monstruoso
como este animal estúpido que ruge por você
como esta dilacerada incógnita
que agora o repreende com articulados gemidos,
que agora o diz:
“Oh Deus,
não me atormente mais,
diga-me o que significam
estes monstros que me rodeiam
E este espanto íntimo que à noite geme para você.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
FUI: um poema de Konstantinos Kaváfis
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Vibrações Do Sol: um poema de Gilka Machado

Dias em que framindo os meus versos estão,
em que estranho meu ser passivo e cismarento;
dias em que meu corpo é uma palpitação
de asas, da natureza ante o deslumbramento!
Numa dia, assim, como este, os meus tédios se vão,
e ao céu de escampo azul e ao Sol de ardor violento
eu só quero sentir a forte vibração
da vida, num prazer ou mesmo num tormento.
Saem dos lábios meus as expressões em trovas;
quero viver, gozar emoções muito novas,
amo quanto me cerca, amo o bem, amo o mal.
E, numa agitação de anseios incontidos,
nestes dias de Sol, os meus cinco sentidos
são aves ensaiando o voo para o Ideal.
Do livro Estado de Alma.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Canção da Laranjeira Seca: poema de Federico Garcia Lorca

quinta-feira, 29 de julho de 2010
Um dia de primavera: um poema do chinês LI PO
domingo, 25 de julho de 2010
"de amor ardem os bosques": poema de Maria Azenha
uma pedra
não digas a palavra água se nunca quiseste morrer
não penses a palavra flama se o teu coração não arder
silenciosamente trabalha o desenho de cada letra
a um poeta é reservado
o alfabeto
uma árvore
o fogo
Este poema está no livro "de amor ardem os bosques" de Maria Azenha no capítulo (ou "a segunda folha", conforme o índice do livro informa ) "a ciência dos bosques". Agradeço o envio do livro. Foi um belo passeio pelo Bosque de variados bosques presentes nos poemas. Por entre o coração e a ciência destes bosques, por entre as sombras e as clareiras, os poemas experimentam caminhos que se abriram ao homem na sua trajetória pelo Bosque que é o Mundo. Assim, o livro harmoniza o que comumente se dissocia: ciência e coração, sombra e luzes. Na tradição do símbolo do bosque, Maria Azenha compõe uma caminhada em que todos estes bosques se conciliam. (Jefferson Bessa)
quarta-feira, 21 de julho de 2010
vinolência: um poema de Luiz Filho de Oliveira
tomo-te em meus braços
a boca vinosa: sangue
bem tinto a vidar-me
já tu me-tomaste
de branca surpresa - tanto! -
que te-encontras tonta
Poema retirado do blog Deleitura de Luiz Filho de Oliveira. Recentemente lançou o livro de poesias Onde Humano.
Para quem quiser visitar o espaço: CLIQUE AQUI.
sábado, 10 de julho de 2010
FIGURA MÉTRICA: poema de William Carlos Williams
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Morre o poeta ROBERTO PIVA: Homenagem e dois poemas
O poeta Roberto Piva morreu no último sábado (dia 03) em São Paulo, aos 72 anos. Os poemas abaixo Transformando o horizonte e Antinous estão no livro Mala na mão & asas pretas de Roberto Piva.Transformando o horizonte
Antinous
(movimento de árvores)
são questões
...................terça-feira eu prefiro você bem
.................................................................louco
...................minha palavra & nada que você acredita
...................poderá acontecer: ostras olhos injetados Hegel
...........durma com suas violetas de subúrbio
.......................................a cidade tosse como
.......................................um índio com febre
São Paulo acorda em suas coxas
...........................docemente
.......banho quente com vapor
............em espiral flocos de
............samambaias eróticas
assim que você espreguiçar eu estarei
........................................sangrando
sexta-feira, 2 de julho de 2010
MENINO: um poema de Joan Teixidor

segunda-feira, 28 de junho de 2010
JOAQUIM CARDOZO: o poema Elegia dos pássaros voando

São muitos os que voam, os que voam
Tomando várias direções;
Pássaros noturnos, pássaros aquáticos.
Voam gaivotas, voam jacutingas,
Voam pernaltas, voam socó-bois. . .
Às vezes avançam em bandos cerrados
Fugindo da noite.
Voam garças em linhas cruzadas
Como se saíssem juntas de um ninho
Como se fossem pousar na esfera entrecortada
E fazer surgir um voo maior.
Voam garças ao alto
De agudo bico, como os das gaivotas.
Voam planando, as asas ao vento pairando.
Na retaguarda vem um voo mais alto
Seguindo os pássaros que passam.
As asas desse voo vão fugindo
Muito longe e muito altas.
No seu voo sereno
Há um canto de elegia:
A elegia dos pássaros voando.






