
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Milagres do povo: Caetano Veloso
Quem é ateu e viu milagres como eu
Sabe que os deuses sem Deus
Não cessam de brotar, nem cansam de esperar
E o coração que é soberano e que é senhor
Não cabe na escravidão, não cabe no seu não
Não cabe em si de tanto sim
É pura dança e sexo e glória, e paira para além da história
Ojuobá ia lá e via Ojuobahia
Xangô manda chamar
Obatalá guia
Mamãe Oxum chora lágrimalegria
Pétalas de Iemanjá Iansã-Oiá ia
Ojuobá ia lá e via
Ojuobahia
Obá
É no xaréu que brilha a prata luz do céu
E o povo negro entendeu que o grande vencedor
Se ergue além da dor
Tudo chegou sobrevivente num navio
Quem descobriu o Brasil?
Foi o negro que viu a crueldade bem de frente
E ainda produziu milagres de fé no extremo ocidente
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Um trecho de Martin Heidegger

Estamos sempre no perigo de sobrecarregar um poema com excesso de pensamento e assim impedir que o poético nos toque. Um perigo ainda maior - hoje dificilmente assumido - é o de pensar de menos, de resistir ao pensamento de que a experiência em sentido próprio da linguagem só pode ser uma experiência de pensamento, de que a grandeza poética de toda poesia vibra num pensamento. (...) Como há séculos nos alimentamos do preconceito de que o pensamento é coisa da ratio, ou seja, do cálculo em sentido amplo, falar sobre a vizinhança entre de pensamento e poesia parece sempre muito suspeito.
O pensamento não é nenhum meio para o conhecimento. O pensamento abre sulcos no agro do ser.
sábado, 30 de janeiro de 2010
A palavra: um poema de Stefan George

Milagre da distância e da quimera,
Trouxe para a margem de minha terra
Na dureza até a cinzenta morna
Encontrei o nome em sua fonte-borda -
Podendo nisso prendê-lo com peso e decisão
Agora ele brota e brilha na região...
Outrora eu ansiava por boa travessia
Com uma jóia delicada e rica
Depois de longa procura, ela me dá a notícia:
"Assim aqui nada repousa sobre razão profunda"
Nisso de minhas mãos escapou
E minha terra nunca um tesouro encontrou...
Triste assim eu aprendi a renunciar:
Nenhuma coisa que seja onde a palavra faltar.
Poema citado por Heidegger.
Tradução Marcia Sá Cavalcante Schuback
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Rudimentos: Nydia Bonetti
conto as horas no ábaco
como pão ázimo
sou como baixo-relevo
a minha bússola não me orienta
cabalas não me interpretam
um olho ciclope me olha
o meu debrum soltou a trama
um drible no destino
o fauno toca sua flauta
lua de marfim, noites de ébano
garimpo em velhas minas
rudimentos de novas gemas
blog de Nydia: clique aqui
De amor ardem os bosques - novo livro de Maria Azenha

"de amor ardem os bosques" -
novo livro de Maria Azenha
"A harmonia foi a minha mãe na canção das árvores e foi entre as flores que aprendi a amar."
Friedrich Hölderlin
Tiragem de 250 exemplares, dos quais 50 numerados e assinados pelo autor.
Reservas pelo email: maria.azenha@gmail.com
Reservas pelo email: maria.azenha@gmail.com
A sair no fim do mês de Janeiro/2010
Edição limitada!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Abaixo o além: poema de Paulo Leminski
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