1966
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Pássaro na vidraça: poema de Everardo Norões
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Um dia de primavera: um poema do chinês LI PO
(Liang K'ai, meados do século XIII, tinta sobre papel)
Nossa vida no mundo é apenas um grande sonho.
Então, para que nos atormentarmos?
Prefiro beber o dia inteiro,
e ficar deitado à sombra.
Ao acordar, olho em redor:
um pássaro gorjeia entre as flores.
Rogo-lhe que me informe
sobre a estação do ano, e ele responde
que estamos na época em que a primavera
faz cantarem os pássaros.
Como principiava a enternecer-me,
recomecei a beber,
cantei até a lua chegar
e de novo tornei a perder a noção das coisas.
tradução de Cecília Meireles
domingo, 25 de julho de 2010
"de amor ardem os bosques": poema de Maria Azenha
não escrevas a palavra pedra se não tens à mão
uma pedra
não digas a palavra água se nunca quiseste morrer
não penses a palavra flama se o teu coração não arder
uma pedra
não digas a palavra água se nunca quiseste morrer
não penses a palavra flama se o teu coração não arder
guarda vagarosamente cada som
silenciosamente trabalha o desenho de cada letra
a um poeta é reservado
o alfabeto
uma árvore
o fogo
Este poema está no livro "de amor ardem os bosques" de Maria Azenha no capítulo (ou "a segunda folha", conforme o índice do livro informa ) "a ciência dos bosques". Agradeço o envio do livro. Foi um belo passeio pelo Bosque de variados bosques presentes nos poemas. Por entre o coração e a ciência destes bosques, por entre as sombras e as clareiras, os poemas experimentam caminhos que se abriram ao homem na sua trajetória pelo Bosque que é o Mundo. Assim, o livro harmoniza o que comumente se dissocia: ciência e coração, sombra e luzes. Na tradição do símbolo do bosque, Maria Azenha compõe uma caminhada em que todos estes bosques se conciliam. (Jefferson Bessa)
silenciosamente trabalha o desenho de cada letra
a um poeta é reservado
o alfabeto
uma árvore
o fogo
Este poema está no livro "de amor ardem os bosques" de Maria Azenha no capítulo (ou "a segunda folha", conforme o índice do livro informa ) "a ciência dos bosques". Agradeço o envio do livro. Foi um belo passeio pelo Bosque de variados bosques presentes nos poemas. Por entre o coração e a ciência destes bosques, por entre as sombras e as clareiras, os poemas experimentam caminhos que se abriram ao homem na sua trajetória pelo Bosque que é o Mundo. Assim, o livro harmoniza o que comumente se dissocia: ciência e coração, sombra e luzes. Na tradição do símbolo do bosque, Maria Azenha compõe uma caminhada em que todos estes bosques se conciliam. (Jefferson Bessa)
quarta-feira, 21 de julho de 2010
vinolência: um poema de Luiz Filho de Oliveira
tomo-te em meus braços
a boca vinosa: sangue
bem tinto a vidar-me
já tu me-tomaste
de branca surpresa - tanto! -
que te-encontras tonta
Poema retirado do blog Deleitura de Luiz Filho de Oliveira. Recentemente lançou o livro de poesias Onde Humano.
Para quem quiser visitar o espaço: CLIQUE AQUI.
sábado, 17 de julho de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
FIGURA MÉTRICA: poema de William Carlos Williams
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