
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Canção da Laranjeira Seca: poema de Federico Garcia Lorca

domingo, 8 de agosto de 2010
Chico Buarque: Paratodos
O meu pai era paulista / Meu avô, pernambucano / O meu bisavô, mineiro/ Meu tataravô, baiano/ Meu maestro soberano/ Foi Antonio Brasileiro
Foi Antonio Brasileiro/ Quem soprou esta toada/ Que cobri de redondilhas/ Pra seguir minha jornada / E com a vista enevoada/ Ver o inferno e maravilhas
Nessas tortuosas trilhas / A viola me redime / Creia, ilustre cavalheiro / Contra fel, moléstia, crime / Use Dorival Caymmi / Vá de Jackson do Pandeiro
Vi cidades, vi dinheiro / Bandoleiros, vi hospícios / Moças feito passarinho / Avoando de edifícios / Fume Ari, cheire Vinícius / Beba Nelson Cavaquinho
Para um coração mesquinho / Contra a solidão agreste / Luiz Gonzaga é tiro certo / Pixinguinha é inconteste / Tome Noel, Cartola, Orestes / Caetano e João Gilberto
Viva Erasmo, Ben, Roberto / Gil e Hermeto, palmas para / Todos os instrumentistas / Salve Edu, Bituca, Nara / Gal, Bethania, Rita, Clara / Evoé, jovens à vista
O meu pai era paulista / Meu avô, pernambucano / O meu bisavô, mineiro / Meu tataravô, baiano/ Vou na estrada há muitos anos/ Sou um artista brasileiro
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Pássaro na vidraça: poema de Everardo Norões
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Um dia de primavera: um poema do chinês LI PO
domingo, 25 de julho de 2010
"de amor ardem os bosques": poema de Maria Azenha
uma pedra
não digas a palavra água se nunca quiseste morrer
não penses a palavra flama se o teu coração não arder
silenciosamente trabalha o desenho de cada letra
a um poeta é reservado
o alfabeto
uma árvore
o fogo
Este poema está no livro "de amor ardem os bosques" de Maria Azenha no capítulo (ou "a segunda folha", conforme o índice do livro informa ) "a ciência dos bosques". Agradeço o envio do livro. Foi um belo passeio pelo Bosque de variados bosques presentes nos poemas. Por entre o coração e a ciência destes bosques, por entre as sombras e as clareiras, os poemas experimentam caminhos que se abriram ao homem na sua trajetória pelo Bosque que é o Mundo. Assim, o livro harmoniza o que comumente se dissocia: ciência e coração, sombra e luzes. Na tradição do símbolo do bosque, Maria Azenha compõe uma caminhada em que todos estes bosques se conciliam. (Jefferson Bessa)
quarta-feira, 21 de julho de 2010
vinolência: um poema de Luiz Filho de Oliveira
tomo-te em meus braços
a boca vinosa: sangue
bem tinto a vidar-me
já tu me-tomaste
de branca surpresa - tanto! -
que te-encontras tonta
Poema retirado do blog Deleitura de Luiz Filho de Oliveira. Recentemente lançou o livro de poesias Onde Humano.
Para quem quiser visitar o espaço: CLIQUE AQUI.





