
Atrás da pele de tuas paredes
os êmbolos dormem
e há nas sirenes um silêncio
de horizonte.
Os dínamos guardam o repouso
dos minerais ocultos,
as alavancas dobram os joelhos da laje.
Nas veias de cobre
o sangue é apenas um caminho de luz.
Quieta,
és como um esqueleto montado,
vazio de vozes humanas,
planeta morto.
Quieta
és uma pedra apenas, e em tua superfície
morre de inanição a última raiz do musgo.
Do livro À Margem do Tempo





