Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.


Oh mãe querida, mãe querida, a Igreja é friaO Padre então rezar, beber, cantar pudera,
Quais pássaros seríamos na primavera;
E teria a Ilusão, na Igreja em prontidão,
Prole mais forte, sem jejum e sem bastão.
E, como um pai radiante ao ver os filhos seus
Contentes e felizes tal como Ele, Deus,
Concedendo quartel ao Diabo, ou ao tonel,
Dar-lhe-ia um beijo, e mais bebida, e mais burel.
tradução: Paulo Vizioli
