Amigos, esta postagem é para divulgar o ebook com meus poemas. Só tenho a agradecer o excelente trabalho do Castanha Mecânica. É uma satisfação participar deste projeto. Para baixar o livro ou ler online, clique aqui.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
"Que modo de tratar-me é esse?": UM POEMA DE JAMES JOYCE
Que modo de tratar-me é esse?
O olhar que me censura doce
É belo ainda assim. Mas vê-se
Que beleza..."pavoneou-se"!
Por meio do cristal dos olhos,
Do sopro suave em beijos breves,
Lúgubre, o vento grita e assola o
Jardim do amor em meio às trevas.
Lufando em fúria, o vento paira,
Amor vai logo esvaecer-se -
Mas Ah, meu bem, a mim tão cara,
Que modo de tratar-me é esse?
tradução: Alípio Correia de Franca Neto
quinta-feira, 31 de maio de 2012
"Gato que brincas na rua": Poema de Fernando Pessoa
Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.
Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.
És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
UM SONETO (VII) DE CLAUDIO MANOEL DA COSTA
Onde estou? Este sítio desconheço:
Quem fez tão diferente aquele prado?
Tudo outra natureza tem tomado
E em contemplá-lo, tímido, esmoreço.
Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço
De estar a ela um dia reclinado;
Ali em vale um monte está mudado:
Quanto pode dos anos o progresso!
Árvores aqui vi tão florescentes,
Que faziam perpétua a primavera:
Nem troncos vejo agora decadentes.
Eu me engano: a região esta não era;
Mas que venho a estranhar, se estão presentes
Meus males, com que tudo degenera!
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