sábado, 14 de julho de 2012

OS JARDINS: UM POEMA DE JORGE GUILLÉN




Tempo em profundidade: está nos jardins.
Veja como repousa. E se aprofunda.
E teu é o seu interior! Que transparência
De muitas tardes, para sempre juntas!
Sim, tua infância: uma fábula de fontes.

tradução J. Bessa

sábado, 7 de julho de 2012

Karl Blossfeldt: FOTOGRAFIAS


Aconitum
Monkshood
Young shoot magnified six times


Laserpitum siler
Laserwort
Part of a fertilizing cluster magnified four times



Adiantum pedatum
Maiden-hair fern
Young curled fronds magnified eight times


Dipsacus fullonum
Common teasel
Flower head magnified six times

domingo, 1 de julho de 2012

TEATRO AMAZONAS: UM ROMANCE DE ROGEL SAMUEL


O ROMANCE CONTA AS FASES DA CONSTRUÇÃO DE UM DOS MAIORES E MAIS EXÓTICOS TEATROS DO MUNDO

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sexta-feira, 29 de junho de 2012

O amanhecer das criaturas: poema de Lêdo Ivo




O dia forma-se
de quase nada:
um seio nu
por entre pálpebras,

o sol que raia
e a luz acesa
no arranha-céu
que a aurora lava.

A mão incerta
deixa na rósea
carne dormida
o gesto equívoco.

Tudo é lilá
na luminosa
e vã partilha.

No dia imenso
nascem tesouros:
curvos, redondos.

O pão à porta,
depois o leite,
e o erguer dos corpos.

do livro: Os cem melhores poetas brasileiros do século (Org.  Pinto, J. N)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

"NOS ÚMIDOS PLANOS DAS MÃOS": E-BOOK DE JEFFERSON BESSA


Amigos, esta postagem é para divulgar o ebook com meus poemas. Só tenho a agradecer o excelente trabalho do Castanha Mecânica. É uma satisfação participar deste projeto. Para baixar o livro ou ler online, clique aqui.

terça-feira, 12 de junho de 2012

"Que modo de tratar-me é esse?": UM POEMA DE JAMES JOYCE



Que modo de tratar-me é esse?
  O olhar que me censura doce
É belo ainda assim. Mas vê-se
  Que beleza..."pavoneou-se"!


Por meio do cristal dos olhos,
   Do sopro suave em beijos breves,
Lúgubre, o vento grita e assola o
  Jardim do amor em meio às trevas.


Lufando em fúria, o vento paira,
  Amor vai logo esvaecer-se - 
Mas Ah, meu bem, a mim tão cara,
  Que modo de tratar-me é esse?


tradução: Alípio Correia de Franca Neto

quinta-feira, 31 de maio de 2012

"Gato que brincas na rua": Poema de Fernando Pessoa






Gato que brincas na rua 
Como se fosse na cama, 
Invejo a sorte que é tua 
Porque nem sorte se chama.


Bom servo das leis fatais 
Que regem pedras e gentes, 
Que tens instintos gerais 
E sentes só o que sentes.


És feliz porque és assim, 
Todo o nada que és é teu. 
Eu vejo-me e estou sem mim, 
Conheço-me e não sou eu.