quinta-feira, 19 de julho de 2012
LAMENTO: UM POEMA DE GEORG TRAKL
Sono e morte, as tenebrosas águias
Rodeiam a noite inteira essa cabeça:
A imagem dourada do Homem
Engolida pela onda fria
Da eternidade. Em medonhos recifes
Despedaça-se o corpo purpúreo.
E a voz escura lamenta
Sobre o mar.
Irmã de tempestuosa melancolia
Vê, um barco aflito afunda
Sob estrelas,
Sob o rosto calado da noite.
tradução: Claudia Cavalcanti
sábado, 14 de julho de 2012
OS JARDINS: UM POEMA DE JORGE GUILLÉN
Tempo em profundidade: está nos jardins.
Veja como repousa. E se aprofunda.
E teu é o seu interior! Que transparência
De muitas tardes, para sempre juntas!
Sim, tua infância: uma fábula de fontes.
tradução J. Bessa
sábado, 7 de julho de 2012
Karl Blossfeldt: FOTOGRAFIAS
Aconitum
Monkshood
Young shoot magnified six times
Monkshood
Young shoot magnified six times
Laserpitum siler
Laserwort
Part of a fertilizing cluster magnified four times
Laserwort
Part of a fertilizing cluster magnified four times
Adiantum pedatum
Maiden-hair fern
Young curled fronds magnified eight times
Maiden-hair fern
Young curled fronds magnified eight times
Dipsacus fullonum
Common teasel
Flower head magnified six times
Common teasel
Flower head magnified six times
domingo, 1 de julho de 2012
TEATRO AMAZONAS: UM ROMANCE DE ROGEL SAMUEL
O ROMANCE CONTA AS FASES DA CONSTRUÇÃO DE UM DOS MAIORES E MAIS EXÓTICOS TEATROS DO MUNDO
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sexta-feira, 29 de junho de 2012
O amanhecer das criaturas: poema de Lêdo Ivo
O dia forma-se
de quase nada:
um seio nu
por entre pálpebras,
o sol que raia
e a luz acesa
no arranha-céu
que a aurora lava.
A mão incerta
deixa na rósea
carne dormida
o gesto equívoco.
Tudo é lilá
na luminosa
e vã partilha.
No dia imenso
nascem tesouros:
curvos, redondos.
O pão à porta,
depois o leite,
e o erguer dos corpos.
do livro: Os cem melhores poetas brasileiros do século (Org. Pinto, J. N)
sexta-feira, 22 de junho de 2012
"NOS ÚMIDOS PLANOS DAS MÃOS": E-BOOK DE JEFFERSON BESSA
Amigos, esta postagem é para divulgar o ebook com meus poemas. Só tenho a agradecer o excelente trabalho do Castanha Mecânica. É uma satisfação participar deste projeto. Para baixar o livro ou ler online, clique aqui.
terça-feira, 12 de junho de 2012
"Que modo de tratar-me é esse?": UM POEMA DE JAMES JOYCE
Que modo de tratar-me é esse?
O olhar que me censura doce
É belo ainda assim. Mas vê-se
Que beleza..."pavoneou-se"!
Por meio do cristal dos olhos,
Do sopro suave em beijos breves,
Lúgubre, o vento grita e assola o
Jardim do amor em meio às trevas.
Lufando em fúria, o vento paira,
Amor vai logo esvaecer-se -
Mas Ah, meu bem, a mim tão cara,
Que modo de tratar-me é esse?
tradução: Alípio Correia de Franca Neto
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