sexta-feira, 14 de março de 2014

MODERNAS TEORIAS LITERÁRIAS: novo livro de Rogel Samuel



ÚNICO LUGAR ONDE ESTE LIVRO É VENDIDO:
http://www.portalentretextos.com.br/livraria-online.html
É UM EDITOR DE TERESINA-PI

segunda-feira, 10 de março de 2014

O REMORSO: POEMA DE JORGE LUIS BORGES


Eu cometi o pior dos pecados 
Possíveis a um homem. Não ter sido 
Feliz. Que os glaciares do olvido 
Me arrastem e me percam, despiedados. 
Meus pais me geraram para o jogo 
Arriscado e esplêndido da vida, 
Para a terra, a água, o ar, o fogo. 
Frustrei-os. Não fui feliz. Cumprida 
Não foi sua jovem vontade. Minha mente 
Aplicou-se às simétricas jornadas
Da arte, que entretece nonadas. 
Legaram-me. Não fui valente. 
Não me abandona. Sempre está ao meu lado 
A sombra de ter sido um desditado.

tradução de Josely Vianna Baptista

Do livro "Moeda de ferro" (1976)

domingo, 19 de janeiro de 2014

SABEDORIA: POEMA DE JOSÉ RÉGIO



Desde que tudo me cansa, 
Comecei eu a viver. 
Comecei a viver sem esperança... 
E venha a morte quando 
Deus quiser. 

Dantes, ou muito ou pouco, 
Sempre esperara: 
Às vezes, tanto, que o meu sonho louco 
Voava das estrelas à mais rara; 
Outras, tão pouco, 
Que ninguém mais com tal se conformara. 

Hoje, é que nada espero. 
Para quê, esperar? 
Sei que já nada é meu senão se o não tiver; 
Se quero, é só enquanto apenas quero; 
Só de longe, e secreto, é que inda posso amar... 
E venha a morte quando Deus quiser. 

Mas, com isto, que têm as estrelas? 
Continuam brilhando, altas e belas. 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

SONETO A RICARDO REIS: POEMA DE JORGE TUFIC



Não por teu verso fluido e transparente,
Nem pelos deuses a quem sombra calma
Deste, lembrando a suave permanência
Do que puro inda resta onde não somos.
Mas ao prazer deixado ali freqüente
Em ler-te, aberto o livro e aberta a alma,
Todo um orbe revelas na existência
De um sorriso que em mármore supomos.
Pelas horas de humano entendimento
Em que dos tempos idos a beleza
Converges para um tempo começado;
E de, sendo tão parcos, um momento
Crer-se que o bem maior, glória ou riqueza,
Nada fica além disto que há sonhado.

retirado do blog: Jorge Tufic

sábado, 7 de dezembro de 2013

JORGE DE LIMA: POEMA "DEMOCRACIA"



Punhos de rede embalaram o meu canto
para adoçar o meu país, ó Whitman.
Jenipapo coloriu o meu corpo contra os maus-olhados,
catecismo me ensinou a abraçar os hóspedes,
carumã me alimentou quando criança,
Mãe-negra me contou histórias de bicho,
moleque me ensinou safadezas,
massoca, tapioca, pipoca, tudo comi,
bebi cachaça com caju para limpar-me,
tive maleita, catapora e ínguas,
bicho-de-pé, saudade, poesia;
fiquei aluado, malassombrado, tocando maracá,
dizendo coisas, brincando com as crioulas,
vendo espíritos, abusões, mães-d’água,
conversando com os malucos, conversando sozinho,
emprenhando tudo o que encontrava,
abraçando as cobras pelos matos,
me misturando, me sumindo, me acabando,
para salvar a minha alma benzida
e meu corpo pintado de urucu,
tatuado de cruzes, de corações, de mãos-ligadas,
de nome de amor em todas as línguas de branco, de mouro [ou de pagão.

Do livro Poemas Negros

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Um beijo dado mais tarde - Maria Gabriela LLansol


Lançamento da edição brasileira do livro de Maria Gabriela Llansol Um Beijo Dado Mais Tarde, com posfácio de Jorge Fernandes da Silveira.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Divulgação do e-livro no Entretextos

O site Entretextos divulgou o e-livro "Nos úmidos planos das mãos". Abaixo está o comentário do site. Para acessar clique aqui. Sempre grato!cessar clique aqui. Sempre grato!





Jefferson Bessa é poeta. Já conquistou seu "leitorado", mas como o escritor - ou melhor, a obra que escreve e reescreve - vive do contato verbo-auditivo-visual com os leitores, Entretextos apresenta e-livro de Jefferson Bessa. Quem não leu ainda não sabe o que deixa de degustar. Bom apetite!