domingo, 26 de abril de 2015
domingo, 8 de março de 2015
domingo, 7 de dezembro de 2014
A CONVALESCENTE: POEMA DE RILKE
Como a canção que vem e vai na rua,
que chega perto e logo mais decresce,
quase inaudível, alça-se e flutua
e depois outra vez desaparece,
a vida brinca na convalescente,
enquanto débil, em seu leito, mal-
azada, como quem se entrega, ausente,
ela perfaz um gesto inusual.
E é quase sedução o que ela sente
quando a mão rígida, que o fogo obscuro
da febre já incendiou, suavemente,
de longe, como que um toque florescente,
consegue acariciar-lhe o queixo duro.
tradução Augusto de Campos
sábado, 25 de outubro de 2014
sábado, 30 de agosto de 2014
sexta-feira, 11 de julho de 2014
AO PÉ DA PENA: POEMA DE PAULO LEMINSKI
todo sujo de tinta
o escriba volta pra casa
cabeça cheia de frases alheias
frases feitas
letras feias
linhas lindas
a pele queima
as palavras queimadas
formas formigas
todas as palavras da tribo
por elas
trocou a vida
dias luzes madrugadas
hoje
quando volta pra casa
página em branco e em brasa
asa lá se vai
dá de cara com nada
com tudo dentro
sai
Do livro "La vie en close"
sexta-feira, 4 de julho de 2014
POEMA DE ROGEL SAMUEL
despertar paredes brancas
despertar paredes brancas, despertar
brancas folhas de papel dormentes
desviar o curso de um regato na encosta
da floresta que canta a sua canção de vento
entornar um pouco desse copo automático
funcionar minhas molas de rascunho pressionadas
retomar o fio da leitura interrompida
iludir o tempo de marcar esta postagem
Este poema está presente no novo blog de poemas de Rogel Samuel. Para visitá-lo, clique AQUI.
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