domingo, 13 de novembro de 2011

Materializações: um poema de Max Blecher



Pudera o dia me deixar numa caixinha uma pedra
E na janela uma borboleta de ouro como um vitral
Pudera a noite me deixar um punhado de cristais
Feitos de estalactites de febre - e uma boneca feita de sonhos
Pudera eu ter objetos que ganhassem vida no coração
Pensamentos na seda e lembranças no vidro
Das tuas visitas eu quisera pulseiras de sangue
O colar de um sorriso e anel de um instante.

tradução: Fernando Klabin

3 comentários:

teca disse...

Por um instante, sentimentos materializados...
Um beijo.

Lucinda Prado disse...

Lindo Poema,de uma delicadeza profunda,cortante.
Beijos e parabéns pela postagem.

MIRZE disse...

Quanta poesia num só poema!

Há coisas que bem podiam se materializar.

Max Blecher, guardarei esse nome.

Obrigada, Jefferson!

Beijos

Mirze