sábado, 7 de janeiro de 2012

UM SONETO DE GEIR CAMPOS


Talvez não venham a saber jamais
quanto de mim em ti carregas quando
vais ter com ela e fico só pensando
no que costuma haver entre os casais:

em pensamento vou a quanto vais
e quando a olhas eu a estou olhando
e quando a tocas eu a estou tocando
e teus genitais são meus genitais...

Quando chegas alfim de estar com ela
vejo teus olhos e ouço os olhos dela
dizendo coisas que ela a mim não diz:

vens leve e é também minha essa leveza
- e a alegria que em mim acham acesa
é mais um jeito meu de ser feliz.


*soneto presente na revista "Encontros com a civilização brasileira" número 17. Segundo a revista, os sonetos de Geir Campos publicados estavam no prelo e seriam lançados no livro "Tarefa e Cantar de Amigo".

2 comentários:

ROGEL SAMUEL disse...

nossa!que belo soneto esse e que bom gosto o publicá-lo! ganhei meu dia (e não baixa a coisa fria... de Drummonmd)

MIRZE disse...

Belíssimo soneto!

Absoluto em desprendimento.

Acho que não vou ler mais nada hoje.

Ótima escolha!

Beijos

Mirze