domingo, 12 de junho de 2011

Branco: poema de Juan Ramón Jiménez





Branco, primeiro. De um branco

De inocência, cego, branco,

Branco de ignorância, branco,


Pronto verdeja o veneno.

Abre janelas o corpo.

O branco torna-se negro.



Guerra de noite e dias!

O vento assassina a brisa,

A brisa ao vento..
.................................Na brisa

Vem reconquistando o branco.

Branco verdadeiro, branco

Já de eternidade, branco.


Tradução Manuel Bandeira

Um comentário:

MIRZE disse...

QUE POEMA!

Depois do branco cego da inocência, verdeja o veneno e o branco torna-se negro; as repetições seguidas, a brisa....

E Manuel Bandeira como tradutor!

Sensacional!

Beijos, Jefferson!

Mirze