terça-feira, 29 de março de 2011

NÃO POSSO OFERECER-LHE UMA ÚNICA FLOR: POEMA DE Rabindranath Tagore


Não posso oferecer-lhe uma única flor
Dentre todos os tesouros da primavera,
Nem um único raio de luz do ouro destas nuvens.
Abre a sua porta e olha
E, dentre as flores de teu jardim,
Colhe a lembrança do perfume das flores
Que há cem anos já morreram.

Oxalá possas sentir na alegria de teu coração
A alegria viva que nesta manhã de abril te envio
Atravessando cem anos e cantando sempre venturosa!

A partir da versão em espanhol feita por Zenobia Camprubi de Jiménez

2 comentários:

Raíz disse...

Que poema lindo e diferente!

A flor é realmente o tesouro da primavera. O poeta pede para olhar o jardim e colher o perfume das flores que há cem anos morreram.

Ele também atravessou cem anos.

É um poema de amor do além?

De qualquer forma é lindo.

Acho que vou escrever como se ja tivesse morrido.

MUITO BOM!

Beijos

Jeferson

Jefferson Bessa disse...

É um lindo poema, Mirze! Fico feliz por ter gostado. A experiência de atravessar o tempo, como no poema de Tagore, é linda! Um beijo. Seja sempre bem-vinda!
Um beijo.
Jefferson