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domingo, 8 de março de 2015

POEMA DE OMAR KHAYYÁM




XVII

Olha esta hospedaria, tão degradada!
Quantos Dias e Noites, na mesma portada,
inúmeros sultões - e a pompa - repousaram,
retomando em seguida a Incerteza da Estrada.

De Rubáiyát
tradução de Luiz Antônio Figueiredo

sábado, 30 de agosto de 2014

Um poema de Omar Khayyam


LIII

Se baixas teu olhar, fitando duro o Chão,
ou ergues para o Céu em Sua Imensidão,
lembra que Tu és Tu neste exato Momento,
mas e Amanhã, depois da própria negação?

De Rubáiyát
tradução: Luiz Antônio de Figueiredo

terça-feira, 14 de maio de 2013

OMAR KHAYYAM



Eu considero vil o coração
Que, sendo incapaz de amar, não pode
Conhecer o delírio da paixão,
O amor brutal que explode
Em chamas
E nem o beijo — essa divina
Esmola.
Se não amas
És indigno do Sol que te ilumina
E da Lua que à noite te consola.

Rubaiyat 9
Trad. Ivo Barroso

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

UM POEMA DE OMAR KHAYYAM


Uma vez que se ignora o que é que nos reserva
O dia de amanhã, busca ser feliz hoje.
Vai sentar-te ao luar e bebe. Pois talvez
Não vivas mais quando amanhã voltar a lua.

Tradução Manuel Bandeira.