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domingo, 4 de março de 2012

... Das loucuras: um poema de Mirze

Claude Monet

Se nos meus morreres tanto vivo,
em loucuras, dizeres e saberes.
Se não há profeta que diga a hora
que vem galopante como agora;


Para mim que nada sei ainda
de fechar abertas feridas,
e rever as fechadas chagas,
que a vida em minha pele tatuou.


Vivo. E por insistir em viver
morro sempre em cada amanhecer.


Retirado do blog da Mirze: Meu lampejo