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domingo, 31 de janeiro de 2016

EU NÃO SOU EU: POEMA DE JUAN RAMÓN JIMENEZ



EU NÃO SOU EU




Sou este 
Que vai ao meu lado sem que eu veja;
Que, às vezes, vou ver;
Que, às vezes, esqueço.
O que cala, sereno, quando falo,
O que perdoa, doce, quando odeio,
O que passeia por onde não estou,
O que se mantém de pé quando morro.

domingo, 12 de junho de 2011

Branco: poema de Juan Ramón Jiménez





Branco, primeiro. De um branco

De inocência, cego, branco,

Branco de ignorância, branco,


Pronto verdeja o veneno.

Abre janelas o corpo.

O branco torna-se negro.



Guerra de noite e dias!

O vento assassina a brisa,

A brisa ao vento..
.................................Na brisa

Vem reconquistando o branco.

Branco verdadeiro, branco

Já de eternidade, branco.


Tradução Manuel Bandeira