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terça-feira, 12 de junho de 2012
"Que modo de tratar-me é esse?": UM POEMA DE JAMES JOYCE
Que modo de tratar-me é esse?
O olhar que me censura doce
É belo ainda assim. Mas vê-se
Que beleza..."pavoneou-se"!
Por meio do cristal dos olhos,
Do sopro suave em beijos breves,
Lúgubre, o vento grita e assola o
Jardim do amor em meio às trevas.
Lufando em fúria, o vento paira,
Amor vai logo esvaecer-se -
Mas Ah, meu bem, a mim tão cara,
Que modo de tratar-me é esse?
tradução: Alípio Correia de Franca Neto
domingo, 27 de novembro de 2011
"Todo dia ouço o rumor das águas": Um poema de James Joyce

Todo dia ouço o rumor das águas
      Em lamento,
Graves como a gaivota, indo
      Só, no vento
Que grita ao mar em seu moroso
      Movimento.
No vento frio, no vento escuro
      Vou-me à toa.
Escuto o manancial que lá do
      Fundo escoa.
Dia e noite, escuto-o - indo, vindo,
      Ele escoa.
tradução: Alípio Correia de Franca Neto
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