Esposa
Ah! onde te escondeste,
Amado, e me deixaste este gemido?
Como o cervo correste,
havendo-me ferido;
saí por ti clamando, e eras já ido.
Pastores que subirdes
às malhadas, além, galgando o morro:
se a quem mais quero virdes,
pedi-lhe por socorro,
dizei-lhe que adoeço, peno e morro.
Buscando meus amores,
irei por entre montes e ribeiras;
não colherei as flores,
passarei sem temores
pelas feras e fortes e fronteiras.
De cântico espiritual
trad. Anderson Braga Horta
Ah! onde te escondeste,
Amado, e me deixaste este gemido?
Como o cervo correste,
havendo-me ferido;
saí por ti clamando, e eras já ido.
Pastores que subirdes
às malhadas, além, galgando o morro:
se a quem mais quero virdes,
pedi-lhe por socorro,
dizei-lhe que adoeço, peno e morro.
Buscando meus amores,
irei por entre montes e ribeiras;
não colherei as flores,
passarei sem temores
pelas feras e fortes e fronteiras.
De cântico espiritual
trad. Anderson Braga Horta
3 comentários:
Jefferson!
Acho muito interessante e até sublime
a linguagem dos santos. Lendo "OS SERMÕES" de Pe Antonio Vieira, percebi que há sempre um clamor, sempre uma busca seguida de um caminho, como um pastoreio.
Talvez pela conformidade da irmã Morte, como recitava São Francisco, eles sobem e alcançam sem temor, a palavra certa.
Uma beleza de poema!
Fico feliz com suas colheitas.
Beijos
Mirze
Um verdadeiro abraço esse poema... obrigada por compartilhar.
Um beijo terno.
A Espanha barroca! Como foi grande!
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